quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

A alegria está no ar




Confetes,

Serpentinas,
Fantasias,
Máscaras,
A alegria estampada nos rostos,
Crianças sentadas no chão.
Adultos fotografando e filmando cada momento,
A banda começa a cantar,
As marchinhas de antigamente.
Marchinhas criadas pelos componentes...
A música contagia,
Pais e crianças dançam acompanhando o ritmo carnavalesco.
Num canto do salão ele se requebra,
Dança com alegria,
Canta junto com a banda,
O sorriso estampado no rosto.
Ele se diverte sem se preocupar com os demais.
Ele canta junto com a banda,
A empolgação toma conta dele,
Ele sai do canto e vai para o meio do salão.
Alalaô...
Ele acompanha a coreografia de cada música.
Me dá um dinheiro aí...
Ele não está nem aí para as pessoas que estão a sua volta.
O que ele quer é se divertir.
Os olhos atentos daquela que gosta de observar as pessoas se demoram naquele dançarino, um homem comum.
Ela também dança, acompanhando o ritmo de cada música, com a sua neta e sua nora.
Mamãe eu quero, mamãe eu quero...
Chega a hora da banda encerrar o show,
Fotos são tiradas.
Crianças e pais catam os confetes do chão e jogam para cima.
A alegria está no ar,
O dançarino, alguém que ia passando e viu o movimento de adultos e crianças...
Alguém que resolveu se juntar aos foliões para curtir àquela tarde.
Ele esbanja felicidade,
É carnaval. 


                      Obrigada pela visita, 

                                  Cidália


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Descuido?





Falta de atenção?

Descuido?
Dica de alguém?
Quem?
O que leva uma pessoa a usar por anos a fio um produto no rosto, mas especificamente para limpar a pele, um produto que é um desodorante? 
Está descrito na embalagem!
Se a pessoa não comentasse sobre o uso com sobrinhas que entendem sobre produtos de beleza, de cuidados com a pele, ainda estaria utilizando o produto.
Este texto serve para algumas mulheres que assim como a tal, tenha sido desatenta ao longo dos anos. Desatenta com a própria pele.
A única vez que ela usou o produto como desodorante teve alergia nas axilas.
Ela sempre o comprou com o intuito de limpar o rosto antes de dormir.
A pergunta que ela se faz é:
- Por que nunca observou que estava escrito a palavra desodorante na embalagem?
Numa excursão com as amigas, uma delas mostrou que usava o produto dentro de uma embalagem spray, de outro desodorante, para facilitar o uso.
E mesmo depois desse dia ela continuou usando-o para limpeza da pele.
Por sorte nada de ruim aconteceu com a pele do seu rosto.
Nunca é tarde para novos aprendizados.
Vivendo e aprendendo.
Atenção redobrada sempre!
Quem nunca fez algo desse tipo?
Quem nunca usou um produto sem ler as recomendações?
Quem nunca pensou que estivesse fazendo o certo e descobriu que estava errado?
Ela foi à farmácia comprar um gel de limpeza para o rosto e, comentando com a atendente sobre o assunto ficou sabendo que outras mulheres usavam o produto para o mesmo fim.
Ainda bem que não era só ela a desatenta.
Mais uma vez a pergunta que não quer calar:
-Quem o usou pela primeira vez e deu a dica às demais mulheres?

Sinta-se a vontade para deixar a sua opinião, obrigada.


Cidália.



quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Despedida

 









Mulher faceira, vaidosa.

Esposa companheira,
Mãe exemplar,
costureira de mão cheia.
Professora dedicada,
Dona de casa competente,
uma amiga engraçada,
uma pessoa com muitos predicados.
Um certo dia a sua mente titubeou,
Ali, naquele dia, sua vida começou a mudar.
Aos poucos foi perdendo a sua independência.
Deixou-se levar...
Por anos ainda interagia com as amigas que a visitavam sempre.
Elas tinham histórias em comum,
relembravam fatos, riam, confraternizavam,
Três amigas sempre presentes,
outras que participaram uma ou mais vezes dos encontros.
Amigas que se tornaram colegas de trabalho.
Cada uma tinha uma lembrança da época em que trabalharam juntas.
Um pouco antes da pandemia ela teve um AVC.
As amigas precisaram ficar em casa,
foi um período estranho.
O contato entre as pessoas teve que ser cauteloso.
Ela, provavelmente, sentiu-se abandonada.
Quando as coisas voltaram ao normal, as visitas das amigas retornaram.
Sua voz já não era a mesma,
ela falava baixo, às vezes lembrava o nome delas, outras vezes, lembrava o nome de uma ou duas.
Seu corpo foi perdendo as forças.
Ela contava com o cuidado dos filhos e da nora.
Em cada aniversário, mesmo com a voz sussurrante ela dizia que viveria até os noventa anos.
Bravamente ela aguentou firme até o último dia do ano de 2025.
Ficou mais de uma semana na UTI e na manhã do dia nove de janeiro ela se foi.
Seu sofrimento chegou ao fim.
As amigas guardam e guardarão para sempre a imagem da mulher faceira, alegre e divertida.

Venina partiu numa manhã ensolarada, quando o céu ficou azulado e o vento sussurrou o seu nome. Ela deixou naqueles que a amavam o eco das risadas que espalhava.

Nos dias que seguiram, a casa ficou silenciosa, mas a presença dela permanecia em cada cômodo como se ela ainda estivesse ali. Seus familiares e amigos entenderam que ela não havia realmente ido, mas havia se transformado em luz para guiar os seus passos.

 

Obrigada pela visita,

Cidália.