terça-feira, 10 de julho de 2018

Abandono





Ao menos uma vez no semestre ela se viu bonita e bem cuidada. Unhas feitas e cabelo pintado. Presente do dia das mães. Sua autoestima foi elevada. Ela recebeu as amigas sentindo-se muito feliz. O sorriso ia de orelha a orelha. Dessa vez ela tinha algumas novidades para contar.
Pena que algumas pessoas lembram das mães apenas no segundo domingo de maio. Então, seus fios de cabelo branco voltaram a aparecer e suas unhas não ganharam mais cor.
Sua mente vacila, talvez esteja perdendo as memórias recentes. Ela demonstra cansaço por passar o dia sentada, assistindo qualquer coisa na televisão. Sente vontade de sair e ver gente. Precisa encontrar alguém que tenha paciência para ouvi-la. A necessidade de falar é muito grande.
Às amigas ela conta uma história sobre suas idas ao ponto do ônibus para ver gente e conversar. Parece uma história fictícia. Ou talvez momentos vividos no passado voltem à sua lembrança como se tivessem acontecido recentemente. 
Em outro momento diz que sente medo para sair sozinha. As reportagens policiais estão assustando-a. Apesar da grande vontade de sair ela não se arrisca. O medo é maior que a vontade.
O prato do almoço ainda está sobre a pia com o resto de comida. Ela recebe o prato feito, não tem o direito de fazer seu próprio prato. Até isso já perdeu. Bem que ela gostaria de se servir, escolher o que quer comer e repetir se tivesse vontade.
Ao ver a mesa posta para o café com as guloseimas levadas pelas amigas ela sente-se envergonhada.
- Vocês não precisavam ter trazido essas coisas.
- Não se preocupe, já que você não vai a nossa casa, nós trouxemos o lanchinho para comermos juntas - diz uma delas.
Ela já foi uma ótima anfitriã, sempre recebeu as visitas com a mesa farta. Bolinho de chuva, bolo de roda, curau, cuscuz, queijo, café fresquinho e leite.
Ainda lembra de como cozinhar o arroz. Ela faz questão de detalhar cada passo. Fala do arroz com frango caipira que fazia. Tempo bom quando tinha autonomia para comprar e cozinhar o que quisesse.
Talvez ela esteja se sentindo velha demais para se importar com as coisas ao seu redor. Aceitar as novas condições de vida que lhe foram impostas é mais conveniente? Talvez seja, quem sabe!
Ela já viveu tantas coisas boas e muitas coisas ruins, mas sente que muitas dessas lembranças estão se esvaindo da sua memória. Principalmente as lembranças mais novas. E até àquelas que ela não gostaria de esquecer. 
Ela sabe que o tempo não perdoa. Ela sente em cada membro do corpo que está perdendo a mobilidade. A falta de uma atividade física é sentida. Ao menos ela caminhasse, se houvesse incentivo! 

Ela já não tem mais a mesma disposição de antigamente. Poucas coisas lhe causam alegria. Até o choro que estava contido voltou a lhe inundar os olhos.
Ela chora por se sentir prisioneira. Diz às amigas que sente saudade da época em que trabalhava, pois nessa época era livre e estava sempre rodeada de gente. Podia conversar, rir, se distrair, se divertir nos encontros pedagógicos.
Hoje em dia os colegas de trabalho talvez nem se lembrem mais dela. Poucas amigas a visitam. Apenas duas são fiéis à amizade. São elas que a ajudam a manter a serenidade.
O abandono é o sentimento que lhe causa maior sofrimento. A falta de alguém para conversar. A solidão é a sua companheira. Não há mais interesse por nada. Tornou-se uma pessoa sem vontade própria, sem desejos, sem utilidade.
Cada dia que passa, o sentimento de tristeza invade a sua alma. Ela só sabe das novidades quando suas amigas a visitam.
Todos os seus dias são mornos. Sem esperança de sair daquela “prisão”. Aos olhos de muitos ela tem vida de rainha, não precisa fazer nada, recebe tudo na mão. Aos seus olhos ela é uma pessoa inútil, descartável. Sente-se como um pássaro ferido que vive aprisionado numa gaiola e que "inveja" a liberdade do outro que pode voar livremente.

Como um pássaro ferido, com o peito dilacerado, ela sente o coração sofrido. Sua mente ainda não se perdeu completamente. Assim fosse, pois então não se sentiria tão só e carente.


PS: Desenhos feitos pelo meu sobrinho Marcos Wagner.

Sua visita me deixa muito feliz!
Obrigada,
Cidália.




sexta-feira, 29 de junho de 2018

Origem (Dan Brown)




“Não importa quem você seja nem no que acredite, tudo está prestes a mudar. ”
Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete abalar os alicerces de todas as religiões e mudar para sempre a face da ciência.
O anfitrião é o futurólogo e bilionário Edmond Kirsch, que se tornou conhecido por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. O brilhante ex-aluno de Langdon está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento, algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana:
DE ONDE VIEMOS? PARA ONDE VAMOS?
Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.
Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo onisciente cujo poder parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch e com a verdade espantosa que ignoramos durante todo o tempo.
Minha opinião
Já citei há um tempo que não sou resenhista, portanto, neste post quis somente deixar a minha impressão como leitora.
Geralmente, minha irmã lê antes e dá a opinião dela. Se o livro é bom, leio com avidez, devoro-o em pouco tempo. Se ela diz que a história é ruim, nem perco meu tempo. Mas, se ela diz que a leitura é mais ou menos, que talvez eu goste, então me arrisco.
Esse livro na opinião dela era mais ou menos e como eu já tinha lido as demais obras do autor resolvi lê-lo a fim de comparar com os outros.
Afinal, fiquei tentada a descobrir qual era o mistério da trama. Duas opiniões publicadas na capa chamaram a minha atenção.
“ Se este livro não fizer sua pulsação acelerar, você precisa verificar seus remédios. ” (San Francisco Chronicle)
“ É impossível escrever um suspense melhor do que este. ” (The Denver Post)
Gente, sinceramente, li o prólogo numa boa, mas a partir daí, li os capítulos pulando algumas partes. Fiz uma leitura acelerada devido a chatice da narrativa até a página 357 e como fui viajar deixei para terminá-la na volta. Se a história fosse envolvente eu teria levado o livro.
Quando retornei quis terminar de ler a obra para descobrir o tal mistério. Nessa altura, meu interesse já não era mais o mesmo. Só queria terminar de uma vez para me livrar do livro. Já tinha mais dois livros da Agatha Christie me esperando.
Continuei a leitura, devagar, quase parando. Segui no mesmo ritmo, pulando alguns trechos (repetitivos) e dei graças quando cheguei na página 427. Leitura concluída!
Mas, afinal, e o tal mistério, o suspense que faria a sua pulsação acelerar, Cidália?
Já li muitos suspenses de tirar o fôlego, de me deixarem agoniada para chegar ao desfecho.
Não posso dizer que o livro é ruim, cada leitor tem a sua opinião. Uma leitura que não me agrada pode ser muito empolgante para outra pessoa. Porém, ORIGEM, nem de longe satisfez a minha expectativa. Darei a ele duas estrelas, pelo fato da trama, de um jeito ou outro, me manter curiosa até o final.
Há livros que tenho vontade de reler, quanto a esse entrará para a lista dos esquecidos. Agora entendo o que algumas resenhistas escreveram sobre ressaca literária. Até então eu não havia me deparado com uma leitura tão desestimulante como esta. 

Os demais livros do autor foram bem aceitos por mim, a ponto de eu me interessar pelas adaptações cinematográficas de ANJOS E DEMÔNIOS E O CÓDIGO DA VINCI.

Fique a vontade para expressar a sua opinião!!


 Obrigada pela visita,
Abraços,
Cidália.


sexta-feira, 22 de junho de 2018

Falha na rede?

Olá, este post não traz nenhuma história ou texto reflexivo. Estou aproveitando enquanto a internet está ok para me desculpar.

O mês de junho está chegando ao fim e não publiquei nenhum conto. Não pude participar das interações.

Tudo isso por causa da internet. Ela chega no celular e na TV, mas não chega no notebook. Quando entra, permanece por alguns minutos e logo cai.

Aos poucos estou respondendo os comentários, pretendo colocá-los em dia assim que possível. Para concluir uma interação tive que ir à casa do meu sobrinho e usar a internet dele.

Fui me informar sobre a internet de fibra óptica e estou vendo a possibilidade de trocar o roteador. Não sei ainda o que farei. A Vivo ficou de mandar um técnico para verificar a linha. Segundo a atendente, se a linha estiver ruim interfere na internet. 

Não vejo a hora de voltar a interagir nos grupos e continuar a postar meus textos e contos. 

Tenho aproveitado o tempo livre para ler e assistir algumas séries. A série mais recente, The Killing, indicada por uma sobrinha, conseguiu envolver até o meu marido. Estamos acompanhando a terceira temporada.


Até breve, espero!

Abraços,

Cidália.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Exuberância




Uma viagem programada há alguns meses. Um passeio combinado com amigas que gostam de viajar. No roteiro viagens de uma semana ou apenas de um dia. Não importa, o que vale é passear, conhecer novos lugares e desfrutar da exuberância da natureza.




No meio do caos que se instalou sobre o nosso país, num momento de incertezas e crises, de lutas justas contra um governo corrupto, a dúvida sobre a viagem surgiu. O passeio seria adiado para uma data mais propícia?

Até o final da tarde de sábado, uma das companheiras de viagem já tinha desistido por motivos pessoais. Outra estava pensando em desistir dependendo das notícias sobre a greve dos caminhoneiros. A amiga que me convidou garantiu que não desistiria.

Como íamos sair às três e quinze da manhã de domingo, fui dormir cedo, coloquei o celular para despertar às duas horas e quinze minutos. Pontualmente, lá estava eu no local combinado, acompanhada pelo marido.

Ao chegarmos estranhei a ausência da minha amiga, aquela que me convidou, pois ela sempre chega antes de mim quando viajamos. Liguei para ela com o celular do meu marido, o meu estava desligado para economizar a bateria (não quis levar o carregador).  Ao atender a ligação ela me disse que não iria viajar porque o marido estava passando mal.  Naquele momento a minha reação foi dizer que se a outra amiga também não fosse, eu desistiria.

O ônibus chegou em seguida, saí do carro e fui perguntar se a amiga, aquela que estava preocupada com a greve, iria. Quando a organizadora da viagem disse que tentou ligar várias vezes para minha amiga e caía na caixa postal, fiquei com vontade de desistir.

Ainda bem que meu marido me incentivou a ir. Entrei no ônibus muito chateada, eu não a
Ao chegarmos na estação em Curitiba conheci mais uma mulher que tinha levado calote de uma amiga e a simpatia foi recíproca. A partir daquele momento nos tornamos companheiras de viagem. Sentamos juntas no trem, no restaurante, passeamos pela pequena e aconchegante cidade de Morretes e na volta viemos conversando.




O dia foi perfeito, a temperatura agradável e o passeio foi excelente, graças a Deus! A organizadora da viagem extremamente simpática e cordial. O motorista, seu esposo, um senhor responsável, muito prestativo. Não pegamos trânsito nenhum. 

Nessa viagem ganhei mais uma amiga. E eu que estava apreensiva, sempre acostumada a viajar com uma turma conhecida, percebi que é possível fazermos novas amizades e aproveitarmos o passeio. 














                                                            Obrigada pela visita,

                                                                      Cidália.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Sob o sol do outono





Sobrevoando o Oceano Pacífico numa manhã de sábado, com o coração em festa, ela olhou através da janela e fez uma prece. Pode sentir a grandiosidade de Deus naquele momento. Talvez os incrédulos não a sentissem, ela pensou.

Jamais imaginaria que aos 71 anos de idade receberia um presente desses. Poder desfrutar de tanta beleza é uma dádiva. O medo que tinha, de andar de avião, ficou para trás. Naquele momento o que ela sentia era encantamento e um prazer indescritível.

De todos os presentes que ganhou até agora, com certeza esse será inesquecível. Na sua memória guardará todas as boas lembranças da viagem. Desde a hora em que chegou no aeroporto de Guarulhos até o momento que desembarcou no aeroporto em Lima.

Ao seu lado, sua filha mais velha captava suas emoções com a câmera do celular. As lembranças não poderiam ficar apenas na memória, teriam que ser registradas.

Antes de viajar ela teve que passar por uma avaliação médica porque faz uso de uma bombinha para respirar, devido a uma bronquite crônica. Essa avaliação fez parte do presente dado pelo neto que mora no Peru.

Cada passeio, sob o sol do outono, em solo peruano foi uma alegria imensa. Cada lugar que conheceu com suas belezas naturais e histórias ficarão armazenados na sua memória. Ficou maravilhada com a cultura popular, com a comida típica. Riu e dançou entre os artistas.

Até o susto que levou com o tremor de terra foi algo surpreendente. Descobriu que não tem nenhum problema cardíaco.

"Essa viagem será inesquecível. Entrar no deserto foi uma sensação de que realmente Deus está nos guiando a cada segundo de nossas vidas. Sou imensamente grata pelo carinho que meu filho e nora tiveram conosco. Até a próxima vinda ao Peru!" (Tânia Lupi)
































Essas são apenas algumas fotos de um passeio memorável. Um passeio emocionante que lhe proporcionará belas recordações. Um até breve quem sabe, pois a vontade de retornar a esse lugar será grande certamente!

PS: Durante sua estadia no Peru, minha irmã visitou San Isidro District; Larcomar; Asia, Paracas, Ica; Islas Ballestas; Cañete e no deserto (Reserva Natural, Paracas), com a filha mais velha e com o neto que lhe presenteou, acompanhado pela família, esposa e filho.

Obrigada pela visita,

Abraços,

Cidália.



terça-feira, 15 de maio de 2018

Todo dia é dia!


Trezentos e sessenta e cinco dias compõem o ano. Não temos somente um dia para homenagear àquela que nos deu a vida.

Claro que assim como em todas as outras datas especiais, o dia reservado às mães deve ser lembrado e comemorado.

Que mãe que não gosta de receber um carinho em forma de um abraço ou mesmo uma chamada pelo Face Time?

Lendo os comentários que apareceram na minha timeline, notei certo sarcasmo por parte de algumas pessoas. Elas se referiam ao mundo de faz de conta que estava começando no domingo, sugerindo falsidade nas homenagens que os filhos estavam fazendo.

Muitos preferem compartilhar uma mensagem, um poema ou uma música ao invés de falar diretamente. Parece muito difícil para algumas pessoas falar "eu te amo". Não vejo nada de errado nessas homenagens. 

Porém, aqueles que criticam devem saber que cada um é livre para pensar ou fazer o que quiser. O que elas têm contra o mundo de faz de conta? Por que para essas pessoas as homenagens soavam falsas? 

Falando sobre o mundo de faz de conta, segundo minha opinião, não tem nada a ver com as belas homenagens que vi nas redes sociais. 

Quando comecei a desenvolver o gosto pela leitura foi exatamente o mundo imaginário que me atraiu.

Quando me interessei pelas novelas, foi o mundo imaginário que despertou dentro de mim. No momento em que as novelas começaram a ficar realistas demais perdi a empolgação.

Quando comecei a escrever o que me motivou foi poder dar asas à imaginação, mesmo quando alguns textos retratam fatos baseados em histórias reais.

Feliz daquele que ainda pode se dar o direito de sonhar. Se os sonhos se tornarem realidade, melhor ainda.

Mas, voltando ao início desta reflexão, vamos continuar homenageando as mães todos os dias do ano.
Não conheço pessoa mais abnegada do que uma mãe. Ela se entrega de tal maneira que muitas vezes, esquece de si.

Seus filhos são sempre a prioridade. Àquela que tem condição financeira boa, deixa de trabalhar para se dedicar à criação dos seus filhos.

Àquela que precisa trabalhar para ajudar no orçamento da casa, faz o impossível para dar conta de educar seus filhos.

E ainda tem a mãe solteira que tem que dar duro para dar conta de tudo. E ela consegue!

Não podemos esquecer a mãe do coração que sem poder ter seu próprio filho, acolheu uma criança sem família e deu a ela um lar e muito amor.

"Qualquer dia desses eu sumo e vocês nunca mais terão notícias do meu paradeiro!"
Meia hora depois estávamos todos embaraçados no mesmo sofá.
Todo dia é dia delas.
Mãe é comemoração eterna.
(Pe Fábio de Melo)


Sua visita me deixa muito feliz, obrigada!

Cidália.




terça-feira, 8 de maio de 2018

MÃES


O marido levanta, toma banho e vai para o trabalho. Não tem tempo de esperar pelo café. Ela acorda cedo, levanta e vai preparar o desjejum para si e para a filha.

Quando a menina levanta, a mesa está posta. Após o café da manhã, as atividades diárias ocupam todo seu tempo. Ainda bem que logo a secretária do lar chega e a ajuda com as tarefas.

Já está na hora de sair para o trabalho. Ela veste uma roupa bonita, passa um batom e pega a chave do carro. Sua filha tem aquela manhã livre.

Enquanto dirige organiza mentalmente tudo o que tem que fazer naquele dia. Entre seu corre-corre diário ainda encontra tempo para ir à academia uma vez por semana.

A manhã passa voando. Ela chega para almoçar. Não tem muito tempo. É hora de levar a filha à escola e de voltar ao trabalho.

Lá vai ela novamente enfrentar o trânsito. Já está acostumada com aquela agitação. No final do dia ela se lembra que não teve tempo de retocar a maquiagem. Retocou apenas o batom após o almoço.

Chega em casa por volta das 18h com a filha. É hora do banho da pequena. Ela apronta o jantar. O marido chega e a filha está aguardando-o para fazê-la dormir. A mamãe pode relaxar um pouco.

No dia seguinte, de volta à rotina, ela acorda cedo e começa tudo de novo. A escolha do cardápio do dia é uma das suas tarefas. Aquela manhã será mais atribulada. Terá que levar a pequena a uma das suas atividades. Ela dará conta. Já está habituada àquele ritmo.

O trabalho não a assusta. Ela é decidida, determinada, dinâmica, admirável, dedicada, notável e linda!
Seu nome é MULHER.

(Minha nora, minha irmã, cunhada, sobrinhas e amigas, mães carinhosas)
PS: Estou incluída.


Esta é uma singela homenagem a algumas mães neste mês de maio! Em 2016 falei num post sobre a minha mãe, uma mulher simples e humilde, de coração puro e sem vaidade.

Hoje vou lembrar da minha sogra, uma mulher forte, determinada e batalhadora. Com ela aprendi a fazer alguns pratos. A cozinha era sua paixão. Ainda guardo as receitas feitas por ela. Entre essas receitas, estão a receita da cuca alemã, da torta de frango e do pão caseiro.
Ela fazia compotas de frutas, sonhos e bolos deliciosos. Usava o cilindro para fazer a massa do macarrão e do capeletti.
Não tínhamos preocupação com diabetes ou colesterol. A visita dela, uma vez por mês, era aguardada com ansiedade. Ela assumia a cozinha. Gostava de ralar o coco e fazer tudo do jeito mais trabalhoso.
Enquanto cozinhava contava suas histórias que eu ouvia com atenção. Histórias da infância e da adolescência ou da vida de casada. Falava dos filhos e dos parentes que moram no sul.
Outra paixão dela era o artesanato. Fazia lindos trabalhos de tricô. Não consegui aprender. Vó Olga, como era chamada carinhosamente pelo meu filho​ e ainda é lembrada.


A você, mãe de primeira viagem, mãe de um ou de muitos ou que será mãe em breve, parabéns!!

Agradeço ao meu sobrinho Marcos Wagner pelo lindo desenho.

Obrigada pela visita!

Beijos,
Cidália