Confetes,
Contos da cabana
Cada leitor tem o seu estilo e gosto preferido pela leitura. O blog surgiu pela imensa vontade de escrever e apresentar aos leitores contos variados para seu momento de lazer.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
A alegria está no ar
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Descuido?
Falta de atenção?
Dica de alguém?
Quem?
O que leva uma pessoa a usar por anos a fio um produto no rosto, mas especificamente para limpar a pele, um produto que é um desodorante?
Se a pessoa não comentasse sobre o uso com sobrinhas que entendem sobre produtos de beleza, de cuidados com a pele, ainda estaria utilizando o produto.
Este texto serve para algumas mulheres que assim como a tal, tenha sido desatenta ao longo dos anos. Desatenta com a própria pele.
A única vez que ela usou o produto como desodorante teve alergia nas axilas.
Ela sempre o comprou com o intuito de limpar o rosto antes de dormir.
A pergunta que ela se faz é:
- Por que nunca observou que estava escrito a palavra desodorante na embalagem?
Numa excursão com as amigas, uma delas mostrou que usava o produto dentro de uma embalagem spray, de outro desodorante, para facilitar o uso.
E mesmo depois desse dia ela continuou usando-o para limpeza da pele.
Por sorte nada de ruim aconteceu com a pele do seu rosto.
Nunca é tarde para novos aprendizados.
Vivendo e aprendendo.
Atenção redobrada sempre!
Quem nunca fez algo desse tipo?
Quem nunca usou um produto sem ler as recomendações?
Quem nunca pensou que estivesse fazendo o certo e descobriu que estava errado?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Despedida
Mulher faceira, vaidosa.
Esposa
companheira,
Mãe exemplar,
costureira de mão cheia.
Professora dedicada,
Dona de casa competente,
uma amiga engraçada,
uma pessoa com muitos predicados.
Um certo dia a sua mente titubeou,
Ali, naquele dia, sua vida começou a mudar.
Aos poucos foi perdendo a sua independência.
Deixou-se levar...
Por anos ainda interagia com as amigas que a visitavam sempre.
Elas tinham histórias em comum,
relembravam fatos, riam, confraternizavam,
Três amigas sempre presentes,
outras que participaram uma ou mais vezes dos encontros.
Amigas que se tornaram colegas de trabalho.
Cada uma tinha uma lembrança da época em que trabalharam juntas.
Um pouco antes da pandemia ela teve um AVC.
As amigas precisaram ficar em casa,
foi um período estranho.
O contato entre as pessoas teve que ser cauteloso.
Ela, provavelmente, sentiu-se abandonada.
Quando as coisas voltaram ao normal, as visitas das amigas retornaram.
Sua voz já não era a mesma,
ela falava baixo, às vezes lembrava o nome delas, outras vezes, lembrava o nome
de uma ou duas.
Seu corpo foi perdendo as forças.
Ela contava com o cuidado dos filhos e da nora.
Em cada aniversário, mesmo com a voz sussurrante ela dizia que viveria até os
noventa anos.
Bravamente ela aguentou firme até o último dia do ano de 2025.
Ficou mais de uma semana na UTI e na manhã do dia nove de janeiro ela se foi.
Seu sofrimento chegou ao fim.
As amigas guardam e guardarão para sempre a imagem da mulher faceira, alegre e
divertida.
Venina partiu numa manhã ensolarada, quando o céu ficou azulado e o vento sussurrou o seu nome. Ela deixou naqueles que a amavam o eco das risadas que espalhava.
Nos dias que seguiram, a casa ficou silenciosa, mas a presença dela permanecia em cada cômodo como se ela ainda estivesse ali. Seus familiares e amigos entenderam que ela não havia realmente ido, mas havia se transformado em luz para guiar os seus passos.
Obrigada pela visita,
Cidália.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
Fim de ano
Um ano acelerado.
Para muitos a calmaria.
Para outros a correria.
Dias muito quentes, outros chuvosos.
Dias bons, outros nem tanto.
Para elas, aposentadas, a rotina diária.
Porém, sempre encontram um tempo para regar a amizade,
Seja num almoço ou num chá da tarde.
Momentos esticados.
O papo é bom, o riso contagiante.
As guloseimas tentadoras.
Patê de azeitonas pretas, torradas, salgadinhos, pão de queijo, torta fria, torta de frango, bolos e panetones.
Uma oração de agradecimento.
Agradecimento pela amizade, pela saúde, pelo encontro.
Os ponteiros do relógio não param.
Elas gostariam que o tempo parasse entre conversas e risos.
Piadas bobas, histórias desencavadas, amigas lembradas.
- Por onde anda fulana?
Uma fofoquinha sem maldades.
Dois tempos para o chá.
Uma pausa para as fotos (antes que o batom saia).
Risos e mais risos.
Qual a melhor pose?
Um drink feito com carinho e capricho por uma delas.
Um brinde para comemorar o momento.
Os parabéns para as aniversariantes do mês.
A anfitriã, uma senhora de oitenta e cinco anos, alegre, divertida, agradecida.
A promessa de novos encontros.
Uma noite do pijama? Risos!
Um almoço ou uma pizza,
Não importa.
O que importa é que basta querer para fazer acontecer.
Num domingo a tarde ou num dia que seja melhor para todas. Encontros que fazem bem, que tornam a vida mais leve e divertida. Outro dia vi uma postagem que dizia assim:
Tire fotos...
Nós não tiramos fotos apenas para lembrar como as coisas eram, tiramos para guardar como elas nos fizeram sentir.
As risadas que nos sacudiram, os rostos que achávamos que nunca esqueceríamos, os momentos que escaparam rápidos demais.
Um dia você vai perceber que não eram apenas fotos.
Eram a prova de tudo que importava, das pessoas que cruzaram seu caminho, dos instantes que mereciam ser lembrados.






