Dentro da gaiola o pobre passarinho apenas observa. Imagina-se voando entre aqueles pássaros felizes. Seu canto seria alegre. Ele passaria o dia desfrutando da sua liberdade. Poderia fazer o que quisesse. Faria morada em alguma árvore.
Porém, ali, repousando numa gaiola dependurada na área da frente daquela casa, o lindo pássaro tem somente o pequeno espaço para se movimentar.
Do lado de fora os pássaros livres se
movimentam para lá e para cá causando-lhe inveja. Cantam alegremente. Sobrevoam
as flores. Descansam nos galhos das árvores.
Ah, se ele pudesse, voaria para lá e para cá pousando nas
árvores frutíferas e se deliciando com o néctar das flores.
Ali, naquela gaiola, seu canto era
triste. Seu dono não percebia a sua melancolia. De vez em quando alguém olhava
para ele e apreciava a sua beleza.
Mas, de que adiantava ser admirado se
ninguém se preocupava com seus sentimentos?
Se ele pudesse escolher, queria viver
solto na natureza. Ser prisioneiro naquela gaiola não o agradava. Preferia ser
um pássaro feio, comum, desses que podem desfrutar desse mundo encantado do que
ser admirado pela bela plumagem engaiolado e solitário.
Como essa escolha lhe foi negada, o
jeito era aceitar o seu destino. Destino imposto pelo homem que o aprisionou. O
homem que tirou dele o direito de ir e vir. O homem que o fez refém. O homem
que teve a ideia de fazer uma gaiola para aprisionar os pequenos e indefesos
seres.
Ali, dentro daquela gaiola, o lindo e
exótico pássaro continua a apreciar seus semelhantes. Não lhe resta outra alternativa.
Com um lamento ele se encolhe num
canto da gaiola.
PORQUE
TAMANHA JUDIAÇÃO
(Edson Nelson Soares Botelho)
Passarinho preso em uma gaiola
Admirando o sol, as árvores e o vento
Sonhando com a liberdade de voar
E os ninhos que existem nas árvores
O pesadelo de viver aprisionado
Longe da presença dos amigos
Em noites mal dormidas sem nenhuma esperança
A lembrança constante de seu último voo
Distante do sonho de um dia ser livre
Desejos contidos pela mão do carrasco
Que o fez prisioneiro até a morte
Vivendo na angústia e solidão
Procurando entender o motivo de estar aprisionado
E mesmo preso ainda cortaram suas asas
(Edson Nelson Soares Botelho)
Passarinho preso em uma gaiola
Admirando o sol, as árvores e o vento
Sonhando com a liberdade de voar
E os ninhos que existem nas árvores
O pesadelo de viver aprisionado
Longe da presença dos amigos
Em noites mal dormidas sem nenhuma esperança
A lembrança constante de seu último voo
Distante do sonho de um dia ser livre
Desejos contidos pela mão do carrasco
Que o fez prisioneiro até a morte
Vivendo na angústia e solidão
Procurando entender o motivo de estar aprisionado
E mesmo preso ainda cortaram suas asas
Grata pela sua visita,
Cidália.
lindos textos e com uma triste verdade embutida.Adoro os pássaros que vejo da minha janela,porque são livres e felizes.Como todos nós,nasceram para usufruir do mundo ao redor.Precisamos aprener muito com a natureza.Parabéns pelo texto.bjus.
ResponderExcluirMuito obrigada, Tânia, pelo comentário!! Amei a sua opinião.
ExcluirBeijos!
Lindo texto e com um história triste, mas que poderia ser mudada. Acho uma judiação manter passarinhos em gaiolas em um espaço mínimo. Acho que o dono não gostaria de viver dessa forma. Parabéns pelo post e o texto! bjs
ResponderExcluirÉ verdade, Fernanda, os donos de gaiolas deveriam se colocar no lugar dos pássaros!!!
ExcluirObrigada, beijos!
Oi
ResponderExcluirLendo seu texto, vi um momento de reflexão pois a gente as vezes quer atenção uma palavra carinho como o passaro e muitas vezes não conseguimos e ai vem a tristeza e a depressão. Amei o seu texto... muito bom ! Bjs e sucesso!
Que maravilha, Karina, que este texto serviu para reflexão, gostei da comparação.
ExcluirMuito obrigada, beijos!
Coitadinho! Não gosto de ver pássaros em gaiolas. Isso é uma prisão para o animal, horrível na minha opinião.
ResponderExcluirLindo texto e bem reflexivo.
Bjus!!
Nem fale, Paloma, dá uma pena!
ExcluirMuito obrigada, beijos!
Seus textos como sempre profundos e nos fazendo refletir, confesso que solto os passaros presos em gaiolas, todos nós nascemos para sermos livres e não viver em prisões. Belo texto!
ResponderExcluirÉ isso aí, Julli, tomara todos pensassem assim!!
ExcluirObrigada, beijos!
Em minhas caminhadas matinais o que mais admiro é o cantar dos pássaros livres nas árvores e a voar no céu. Que texto verdadeiro e reflexivo.
ResponderExcluirMuito obrigada, Vanny, que bom que gostou do texto!
ExcluirBeijos!
Muito lindo o texto querida, é muito triste ver um passarinho preso na gaiola, as pessoas acham que sou louca, porque converso com os passarinhos, fico muito triste em ver eles presos, beijinhossssssss
ResponderExcluirPois é, Rúbia, é de cortar o coração.
ExcluirMuito obrigada, beijos!
Meu Deuuuuus.... que texto lindo! E quanta metáfora é um passarinho na gaiola, não é verdade? Nós, humanos, queremos ser livres, mas aprisionamos outras pessoas como passarinhos na gaiola. Isso também tem a ver com o amor. A melhor forma de amar é deixar o outro livre!
ResponderExcluirÉ isso mesmo, Oscar, com certeza!
ExcluirMuito obrigada pelo comentário, um abraço!
Que texto lindo e triste ao mesmo tempo ,todas as manhãs ouço o canto do pássaros e fico pensando estamos tbm vivendo como um pássaro numa gaiola ,sou idosa e infelizmente não posso sair porque corro risco de ser infectada por esse vírus .amei o poema vc escreve maravilhosamente bem Cidália parabéns
ResponderExcluirSim, Cleuza, é verdade. Fico contente sabendo que gostou do texto, obrigada!
ExcluirBeijos!
Oi, tudo bem? Que texto mais bonito. Conforme vamos lendo é possível sentir as mesmas emoções do pássaro. Impossível ficar alheia ao que ele sente. Ainda mais o fato dele querer estar junto com os outros de sua espécie. Muito triste ficar trancado enquanto os demais estão felizes cantando. Um abraço, Érika =^.^=
ResponderExcluirOlá, Erika, tudo bem!!
ExcluirFico feliz sabendo que gostou do texto.
Obrigada, um abraço!
Crônica de uma tristeza que não suporto ver: pássaros em gaiola. Gostei muito, Cidália! Bjo
ResponderExcluirObrigada, Vera, que bom que gostou do texto!
ExcluirBeijos!