domingo, 21 de janeiro de 2018

Desconectados


Um dia como outro qualquer, mas, com uma pequena diferença. O sinal dos celulares estava mudo e a internet não conectou.

A dona de casa foi para a cozinha, mas volta e meia dava uma olhada no celular. Ela esperava ver a neta pelo Skype. Cozinhou, fez uma sobremesa, limpou a casa, lavou a louça e foi ver as flores do jardim. Encontrou, no fundo de uma gaveta, um livro que não havia lido.

Os jovens ficam irritados como se os pais tivessem culpa pela falta da internet. Como iriam se comunicar com seus amigos se estavam sem acesso à rede? O jeito foi sair para conversar com os amigos e arrumar um outro passatempo.

A vovó que usa o whatsapp para se comunicar com a família anda para lá e para cá sem ter notícias de ninguém.

O vovô que gosta de ver vídeos no YouTube, foi tirar uma soneca na rede após o almoço.

Os bisbilhoteiros de plantão ficam sem saber o que está acontecendo na cidade, uma vez que não podem acessar o Facebook.

O mundo não gira em torno da internet, apesar da maioria das pessoas depender dela para trabalhar. Porém, domingo é dia de lazer, de descanso, de ficar com a família.

Lá fora os pássaros cantam alegremente, as borboletas coloridas sobrevoam as flores e crianças felizes redescobrem algumas brincadeiras.

A vovó liga a televisão à procura de um filme para assistir, enquanto aguarda seu programa favorito. O vovô assiste um jogo de futebol, na TV da salinha, para se distrair.

Bom, nesse domingo, as comidas não foram fotografadas, as confissões não foram feitas e as selfies ficaram para o dia seguinte.

O telefone fixo foi redescoberto.

- Alô, tudo bem, comadre?

- Nossa, comadre, aconteceu alguma coisa? Quanto tempo você não me liga?

- Olha só quem fala! Você também não me liga! Pensei que tivesse esquecido meu número, comadre.

- Comadre, eu te mando mensagem todos os dias no ZAP ZAP.

- E eu te respondo e compartilho as mensagens que gosto mais, comadre.

E as duas comadres ficaram horas falando pelo telefone fixo que jazia empoeirado no canto da sala.

Não havia novidade para ser contada ou ouvida. Tudo o que uma contava, a outra dizia que já tinha visto na rede social.

No dia seguinte, o povo que passou o domingo sem internet estava alheio aos acontecimentos do dia anterior na pequena cidade.

Ao sair para a rua o vovô voltou com as notícias fresquinhas.

Entretanto, uma família que foi passar o final de semana na praia não teve tempo de sentir saudade do celular. A família usou-o apenas para fotografar os momentos de alegria. E foram muitos!!

As crianças brincaram na areia e jogaram bola.

Alguns adultos acompanharam as crianças e entraram na água, além de fazerem caminhadas.

Não faltaram o churrasco, a cerveja e a música. As comadres até dançaram um forró.

Porém, assim que a família retornou, a primeira coisa que cada um dos membros fez foi acessar a internet para postar as fotos.

Conclusão: por mais que uma pessoa diga que consegue "viver" sem a internet, assim que tem acesso a ela não resiste às olhadinhas nas redes sociais.




Sua visita me deixa muito feliz, obrigada!

Abraços,
Cidália.


PS: Responderei todos os comentários, apesar da demora.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Belezas da minha terra!

Pensando nestes versos retirados do texto (Canção do exílio, do autor Gonçalves Dias),

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá",

quis mostrar um pouco das belezas naturais de uma cidade do interior do estado de São Paulo que tem mais ou menos 28 mil habitantes. (População‎: ‎28 372 hab. Censo IBGE/‎2010)

É a cidade onde nasci (em casa); minha mãe teve a ajuda de uma parteira. Foi aqui que cresci e casei. Na década de 90 passou de Distrito a Município. 

Para passar um dia agradável com a família nada melhor do que uma bela cachoeira. Além do riozinho de águas claras e cristalinas tem os quiosques para fazer um churrasquinho ou um piquenique.

Ainda tem, um parquinho para as crianças e um campo de futebol para os meninos.

Se estiver fazendo muito calor, dá para nadar ou mergulhar, para se refrescar.

Andando um pouco mais podemos visitar o museu e a cachoeira do Lamarca. 

Quem curte a natureza pode se aventurar até o pé da serra, onde vai encontrar lindas paisagens para fotografar.

Nada como tirar uns dias para descansar e aproveitar a tranquilidade do lugar.

Se a pessoa não quiser encarar a água gelada, pode apenas apreciar e se encantar com a beleza da natureza.

Há necessidade do uso de repelente, porque, tem muito borrachudo e outros bichinhos que incomodam. Mas, não a ponto de tirar o prazer de um dia tranquilo e feliz!













Obrigada pela visita!

Feliz 2018!!

Cidália.



                                                                                                               

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Aniver x depoimento





Alegria, muita alegria e sobretudo, gratidão! Poder completar mais um ano de vida, é uma grande dádiva.

Estou entrando na semana do meu aniversário. Na terça, 26, estarei assoprando mais uma velinha, se Deus quiser. (PS: não haverá bolo)

Por um triz não fui chamada de Natalina ou Natália. Bem que eu preferia ser Natália. Por muitos anos detestei meu nome. Gostaria que meu nome fosse mais comum.

Minha avó paterna me chamava de Dalica. Um dos meus sobrinhos me chamava de Dália. Mas, até por Cidade fui chamada uma vez. Meu pai me chamava carinhosamente de Girgo, confesso que não tenho ideia de onde surgiu esse apelido.

Por falar em apelidos, fui muito zoada na infância. Rimavam meu nome com sandália. Como eu achava feio meu nome!

Meu nome não foi escolhido pela minha mãe ou pelo meu pai. Nem pelos meus irmãos. Quem o escolheu foi uma vizinha da minha família.

Segundo as informações que me passaram, essa vizinha era fã de uma cantora portuguesa da época.

Depois da adolescência conheci outras com o mesmo nome, uma portuguesa (irmã do dono de uma padaria), uma enfermeira e anos depois, uma outra senhora, cliente de uma loja de roupas que eu tinha conta.

Com a chegada da internet, descobri outras mulheres com o mesmo nome. Descobri que em Portugal o nome é comum.

A ironia que vejo na origem da escolha do meu nome, é que tenho um enorme complexo de voz. Meu nome que foi em homenagem a uma cantora portuguesa!

Como, Cidália, complexo de voz? Sim, talvez tudo tenha começado na infância. Meus irmãos cantavam muito bem. Um dia meu pai me ouviu cantando um trecho da música, Menino da Porteira e falou:

- Girgo, você não tem voz para cantar como seus irmãos.

Hoje, imagino que ele falou sem maldade. Não pensou que aquela frase dita por ele naquele momento, quem sabe, de brincadeira, fosse ficar enraizada na minha memória.

No magistério, numa aula prática, de música, a professora de didática criticou a minha voz. A ela eu respondi, educadamente.

- Vou ser professora e não cantora.

Como professora minha voz foi muito usada. Falei e cantei com os aluninhos. Sem vergonha, sem complexo. Uma única vez, uma aluna do quinto ano escreveu-me uma cartinha, das muitas que recebi ao longo da carreira, onde dizia que quando eu falava parecia que eu estava chorando.

Sem nenhum problema falei com os pais em todas as reuniões, porém, nunca gostei de microfone.

Dependendo do lugar, passei maus momentos por causa do complexo. Vergonha e nervosismo.

Creio que seja por isso que prefiro a escrita. Tenho mais facilidade com as palavras redigidas do que com as palavras pronunciadas em público.

Na semana do meu aniversário, resolvi escrever esse texto, para saber se há mais alguém entre os leitores que assim como eu não gostava do nome e acabou se acostumando com ele. Ou se tem alguém com complexo de voz ou alguma história da infância que queira compartilhar.

Que 2018 seja um ano repleto de saúde, amor, determinação, paz, prosperidade e sucesso em todos os campos profissionais!”

Aos blogueiros que a caminhada seja de muito sucesso!!

Um carinhoso abraço,

Cidália.









domingo, 17 de dezembro de 2017

Alegria de Natal



                                                 


Na semana que antecede o Natal, me vem à mente a música do Roberto Carlos (E as mesmas emoções sentindo; São tantas já vividas; São momentos que eu não esqueci). São muitas emoções!

Eu estava numa loja de variedades, na manhã de sexta feira, quando fui abordada por duas mulheres.

A mais nova olhou para a outra enquanto me abraçava:

- Mãe, essa é a professora de quem falo sempre.

Retribuindo o abraço ao mesmo tempo que buscava na memória de onde nos conhecíamos, perguntei-lhe:

- Oi, qual é o seu nome?

- Sou a Lurdes, eu e meus irmãos estudamos com você no Ribeirão do Salto. 

Ali, paradas no corredor da loja, trocamos algumas informações que me fizeram retroceder no tempo. Ela me contou que ainda tem uma boneca que ganhou num sorteio que fiz na sala de aula. Uma boneca que ela guarda com muito carinho e ciúme.

Nos despedimos e saí da loja deixando-a na fila do caixa com a mãe.

Entrei no sacolão que estava sendo inaugurado e dali uns minutos vi que a Lurdes e a mãe tinham acabado de entrar.

Fui até elas e conversamos mais um pouco. Trocamos o número de telefone. 

Fiquei de enviar à Lurdes algumas fotos antigas para que ela identificasse os colegas.
Ao chegar em casa olhei o whatsapp e lá estava a foto da boneca que tem mais de trinta anos. Meus olhos ficaram marejados.

 Enviei a foto para dois grupos, um da turma do magistério e o outro de amigas, ex-colegas de trabalho. Quis compartilhar aquele momento especial.

Meu coração encheu-se de sentimentos indescritíveis ao imaginar aquela menina passando a infância, a adolescência e chegando a idade adulta, ao casamento e conservando consigo aquela pequena e simples boneca. 

Uma boneca que representava para ela a lembrança da primeira professora. Nas fotos que eu enviei, ela identificou os colegas e me ajudou a lembrar de fatos que estavam guardados num canto da memória.

Aquela escola da zona rural era distante do ponto de ônibus uns três quilômetros, mais ou menos. Havia três rios, rasinhos, que podíamos atravessá-los arregaçando as pernas das calças compridas. 

Quando chovia era preciso atravessá-los passando sobre um tronco de árvore que era usado como a ponte. Como eu tinha medo, dois alunos seguravam minhas mãos, um de cada lado, e passávamos de lado.

No ano seguinte, abriram uma estrada paralela. Era necessário andar a pé, mas uma boa opção para desviar os rios.

Aquela foi a segunda escola da zona rural na minha trajetória profissional. As lembranças compartilhadas com a ex-aluna, foram a colheita de amoras na beira do rio, na hora do recreio, a merenda (macarrão e arroz à grega), e as dificuldades de aprendizagem de um determinado aluno.

São momentos como esses, a demonstração de carinho, o reencontro feliz, que torna gratificante o trabalho do professor. 

O professor, um profissional desvalorizado, que não mede esforços para atingir seus objetivos durante o ano letivo. Para ele não tem final de semana ou feriado. As aulas precisam ser preparadas com antecedência, os materiais didáticos confeccionados de acordo com o conteúdo desenvolvido. Os relatórios precisam ser redigidos. Etc.etc.etc.

Tudo o que o professor faz, faz por amor e com amor.

Nas fotos antigas, alguns colegas foram reconhecidos pela ex-aluna e as fotos foram encaminhadas para eles através do whatsapp. 








Minha lista de contatos aumentou depois desse reencontro. Um presente antecipado de Natal. Uma grande alegria.

Assim como o presente que recebi, o gesto de carinho representado por uma boneca de crochê, desejo aos leitores amigos e seus familiares, um Feliz Natal!!

OS SINOS DE NATAL
NOS CONVIDAM
A COMUNICAR
A MENSAGEM
DE PAZ E AMOR
QUE ESTÁ
EM NOSSO CORAÇÃO.

Um grande abraço,
Cidália.


domingo, 10 de dezembro de 2017

Piscar de olhos



O tempo passou para Naldo num piscar de olhos. Com a pele totalmente enrugada, as dores incomodando-o todos os dias, desde as primeiras horas da manhã, até o pôr do sol, ele lembra de tudo que deixou para trás.

Um dia foi jovem, bonito e teve muitas mulheres. Formou uma família, teve alguns filhos. Porém, virou-lhes as costas. Caiu no mundo para voltar a “aproveitar” a vida, sem cobrança de ninguém.

Por onde andou conquistou os corações de moças de família e de mulheres solitárias.

Morou com algumas delas por períodos curtos. Não conseguia fincar raízes. Sentia-se perdido, injuriado. Preferia ser livre, fazer o que quisesse, sem cobranças.

Como tudo na vida passa e de uma maneira tão acelerada que perde-se a noção, quando Naldo se deu conta, a juventude estava distante. Tão distante, que embora sabendo que quem anda para trás é caranguejo, não lhe restava outra alternativa a não ser relembrá-la.

Teve tudo e ficou sem nada.

Com a vista cansada, ele enxerga as palavras escritas, numa folha amarelada, todas embaralhadas.

UM DIA A MAIS OU A MENOS? 

TODOS O DIAS, DIANTE DO ESPELHO, AO ME BARBEAR, ENCONTRO A IMAGEM DE ONTEM, SEM NOTAR GRANDE DIFERENÇA.

PASSOU-SE APENAS MAIS UM DIA! MAS SERÁ APENAS MAIS UM DIA EM NOSSAS VIDAS? OU UM DIA A MENOS NO TEMPO QUE NOS RESTA?

QUANDO SOMOS JOVENS, É SEMPRE UM DIA A MAIS ATÉ QUE, CERTO DIA, NOS DAMOS CONTA DE QUE AQUELE DIA QUE VIVEMOS FOI GASTO NO CALENDÁRIO DE NOSSA EXISTÊNCIA. 

E MUITAS VEZES O PERDEMOS! EM COISAS FÚTEIS OU DISCUSSÕES DESNECESSÁRIAS. 

ENQUANTO VOCÊ NÃO REVER O ÁLBUM DE FOTOS QUE SUA MÃE GUARDOU, VOCÊ SERÁ O MESMO, QUER TENHA SE OLHADO NO ESPELHO AO SE BARBEAR OU APENAS PARA VER OS SINAIS DEIXADOS PELO TEMPO.

Essa reflexão, escrita num momento de desespero, leva-o a pensar que não adianta se iludir, pintando o cabelo ou fazendo uma cirurgia plástica. Ele sabe que viveu um dia a mais e tem um dia a menos para viver.

Para Naldo o tempo desperdiçado não volta mais, ele está ciente do que deixou para trás. Sabe que não pode corrigir seus erros. Ele abandonou sua família para viver sozinho. Fez a sua escolha. Precisa, agora, arcar com as consequências da vida.

Quando as pernas não aguentarem mais caminhar, chegará o momento de procurar uma casa de repouso. Falta pouco para isso acontecer, os pés já estão sendo arrastados pelo chão.

Os anos acumulados sobre as costas deixaram cicatrizes no corpo e na alma. Ele foi uma pessoa errante. Foi egoísta, intolerante, machista e soberbo. 

Não há nada que possa fazer para se redimir dos pecados cometidos. Não pode mais voltar atrás no tempo para pedir perdão àqueles que abandonou à própria sorte. Só pode pedir perdão a Deus! 

As lamúrias agora fazem parte da sua rotina. Não pode e nem quer esquecer o passado. As lembranças, mesmo sendo tristes, são tudo o que lhe resta. 

Se pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente? Não sabe responder, pois quando se é jovem e tem a vida pela frente, não perde tempo pensando no futuro. Quando se é jovem, quer viver intensamente o presente. 

Com a idade avançando aceleradamente, Naldo  continua sem se preocupar com o futuro, pois só lhe resta pensar no que acontecerá naquele momento. O que tiver que ser, será! Ele não sabe se estará vivo no dia seguinte. O futuro a Deus pertence!

Os anos agora são contados por ele em dias! 

Gratidão pela visita!!

Cidália 💋💋

PS: Se gostou do texto deixe um comentário.


domingo, 3 de dezembro de 2017

Anseios


Ela já passou dos cinquenta e depois de viver alguns anos sozinha, anseia por alguém. Está carente de amor. Precisa de um carinho. A solidão a incomoda. Ela espera e espera. A espera é longa, porém, ela não desanima. 

Ela quer um companheiro que leve-a para passear de mãos dadas pela praça ou para tomar um chope no bar da esquina.

Alguém que faça-a sentir, novamente, o calor de um abraço e a paixão desenfreada pela vida.

Ela não quer uma pessoa que sinta vergonha dela e queira manter o “caso” em segredo. Alguém que não confie e não inspire confiança. Alguém que entre e saia sorrateiramente, de madrugada, da sua casa. Alguém que aja como um ladrão, furtivo, na calada da noite. Alguém que se comporte como um amante, que tem medo de ser pego em flagrante.

Ela é dona do seu nariz, não deve nada a ninguém, não tem que se preocupar com opiniões alheias. O que faz ou deixa de fazer só a ela diz respeito.

O alguém que ela procura é especial e romântico, carinhoso e orgulhoso por conquistá-la.

Ao ler um poema que recebeu de uma amiga sentiu-se a protagonista. As palavras contidas nos versos a descreviam.

"Por fora tenho tantos anos que vc nem acredita.
Por dentro, doze ou menos, e me acho mais bonita.
Por fora, óculos;  algumas rugas, gordurinhas, prata nos tintos cabelos.
Por dentro sou dourada, alma imaculada, corpo de modelo.
Por fora, em aluviões,  batem paixões contra o peito.
Paixões por versos, pinturas, filosofia e amigos sem despeito.
Por dentro, sei me cuidar, vivo a brincar, meio sem jeito.
Não me derrota a tristeza; não me oprime a saudade;
Não  me demoro padecente.
E é  por viver contente q concluo sem demora: é  a menina que vive por dentro, que alegra a mulher de fora! " 
(Ela desconhece a autora, mas já a admira)

Muitas de suas amigas não dependem de ninguém para ser feliz. Por que com ela é diferente? Por que ela espera pela “alma gêmea” como nos contos de fadas?

Talvez por ter sido sempre uma mulher dependente. Mesmo sendo uma profissional competente, ela sente a falta de alguém ao seu lado.

Os encontros com as amigas, nos finais de semana, já não bastam mais. Dentro dela ainda há um fogo que a consome durante as noites solitárias.

Ela sente-se viva e quer extravasar todo o amor que lhe invade a alma. Seu coração precisa ser preenchido. Seu corpo continua atraindo os olhares por onde passa.

Por anos, que perdeu a conta, ela teve uma pessoa carinhosa e amorosa, uma pessoa que satisfazia todos os seus desejos. Uma pessoa que a compreendia e a enchia de mimos em todas as datas, mesmo as mais insignificantes.

Talvez ela não encontre outra pessoa como o seu marido, porém ainda tem um pouco de esperança.

Ainda espera encontrar esse grande companheiro antes de ser consumida pela desilusão.

Como toda mulher, independente da idade, ela sonha e vai continuar sonhando até o momento em que os sonhos a abandonarem.

Ela quer viver, intensamente, o tempo que ainda tem ao lado de alguém que valha a pena!

Se for uma pessoa que goste das mesmas coisas que ela será perfeito. Se não for, tudo bem. Afinal, dizem que os opostos se atraem.

Enquanto ela espera por alguém que a tornará mais feliz, leva a vida como no últimos anos. Faz de tudo para driblar a solidão.

PS: "Ela" não sou eu, é apenas uma personagem deste texto. Uma personagem fictícia.


Obrigada pela visita, abraço!

Cidália.






domingo, 26 de novembro de 2017

Laços de Amizade



O início da carreira foi difícil para todas elas. Professoras recém formadas, tiveram que ir para onde houvesse uma vaga. Elas foram, então, conhecer  o local de trabalho. A escola da zona rural.

Cada escola uma história. Algumas tão distantes, que a professora precisava passar a semana no bairro. Outras, o ônibus ia de manhã bem cedinho e depois só no final da tarde. Se a professora quisesse voltar mais cedo para casa, dependia de carona de algum bananeiro.

No dia em que a merenda era entregue, se o motorista chegava perto do final da aula, a carona naquele dia, estava garantida.

Na escola a professora exercia várias funções. Era professora, merendeira, inspetora de alunos, faxineira, etc.

No ponto do ônibus elas se encontravam, depois de andar a pé alguns quilômetros. Mas a viagem, apesar da poeira ou lama que enfrentavam, era divertida.

Essas professoras criaram um laço de amizade. Um laço que conforme o tempo foi passando, foi desfeito pelos acasos da vida. Cada professora tomou um novo rumo. Com o concurso para a efetivação as mudanças foram grandes.

Muitas professoras tiveram que sair da zona rural e mudar para a cidade grande. Distantes da família e dos amigos. Tiveram que enfrentar uma realidade totalmente diferente.

Ainda bem que para àquelas que tinham filhos pequenos houve uma saída. Puderam se afastar sem remuneração por dois anos.

Tempos depois, já tendo retornado para o município de origem, muitas professoras voltaram a se encontrar. Não mais nas escolas das zonas rurais. Mas, sim, nas escolas da zona urbana.

E outras professoras foram se enturmando e a cada ano o grupo aumentava. Entre elas foi se criando uma cumplicidade.

Sem redes sociais ou celulares os encontros eram sempre animados. Encontros em reuniões pedagógicas ou cursos de especializações. Ou encontros ao acaso em supermercados, feira ou mesmo na rua.

Para essas amigas que foram ou continuaram sendo colegas de trabalho, cada encontro era uma festa.

Com o tempo passando, a aposentadoria foi chegando para alegria de muitas professoras. Porém, a promessa de manter contato não foi cumprida por todas. Algumas não deixaram contato.

Entre a turma, ainda têm as caçulas aguardando a aposentadoria.

O que importa é que o laço continua firme pela maioria e todas são lembradas nas rodas de conversas.





ALFABETO DO AMIGO 
 (copiado da internet)
A ceita você como você é.
B ota fé em você.
C hama-o ao telefone só pra dizer oi.
D á-lhe amor incondicional.
E nsina-lhe o que sabe de bom.
F az-lhe favores que os outros não fariam.
G rava na memória bons momentos passados com você.
H umor não lhe falta pra fazer você sorrir.
I nterpreta com bondade tudo o que você diz.
J amais o julga, esteja você certo ou errado.
L ivra-o da solidão.
M anda-lhe pensamentos de ternura e gratidão.
N unca o deixa em abandono.
O ferece ajuda quando vê sua necessidade.
P erdoa e compreende suas falhas humanas.
Q uer vê-lo sempre feliz.
R i com você e chora quando você chora.
S empre se faz presente nos momentos de aflição.
T oma suas dores e evita que o maltratem.
U m sorriso seu basta para fazê-lo feliz.
V ence o inimigo invencível junto com você.
X inga e briga por você.
Z ela, enfim, pela joia que você representa.

Obrigada pela visita,
Cidália.