sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Aniversários!!


Somente hoje, dia 02/11, me dei conta sobre duas datas importantes. A primeira, o aniversário do blog, que completou três anos no dia 23/10. A segunda foi o aniversário da minha aposentadoria. Seis anos se passaram desde que a notícia foi publicada no Diário Oficial no dia 01/11/12.

Por que comentar sobre as duas datas? Porque as duas datas estão relacionadas.

A criação do blog partiu de uma sugestão do meu filho para eu fazer o que gosto, que é escrever, e assim preencher meu tempo ocioso.

Por três anos após a aposentadoria me dediquei somente ao trabalho doméstico e à leitura, meu passatempo preferido.

Logo nos primeiros meses do blog participei ativamente de muitos grupos de interação. Atualmente, as interações estão num ritmo mais vagaroso. 

Nessas interações troquei curtidas e comentários com muitos blogueiros. Alguns se afastaram, porém muitos continuam ativos.

Da família, a única pessoa que me acompanha desde o início é a minha irmã. Ela lê e comenta todos os textos e contos que escrevo, além de compartilhá-los.

Quanto aos amigos reais, alguns acompanham meu trabalho mesmo não deixando comentários no blog. Minha irmã criou um grupo e é lá que esses amigos deixam suas opiniões.

Além do blog com 773 seguidores, mantenho uma página no Facebook com 1.200 seguidores.

Posso dizer que estou muito feliz por ter criado o blog e através dele ter “conhecido” muitas pessoas bacanas, blogueiros compromissados e dedicados com seu trabalho.

Meu blog continua do mesmo jeito que foi criado. Vejo muitos blogs com Layouts legais, bonitos e o meu continua igual. Quem sabe uma hora dessas eu resolva fazer umas mudanças por aqui!

Espero continuar tendo assunto e ideias para manter o blog por muito tempo. Dei um tempo com as histórias em capítulos, mas pretendo voltar a escrevê-las no ano que vem.

Só tenho a agradecer todos os leitores que já passaram e aos que passam neste meu cantinho.

Durante esses anos recebi muitos comentários incentivadores que aumentaram a minha vontade de continuar escrevendo.

Enquanto as ideias surgirem estarei postando uma vez por semana ao menos um texto, reflexivo ou sobre um passeio. 

Um carinhoso abraço a cada um de vocês!

CIDÁLIA



sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Domingo de primavera




Quem é que não gosta de passear? Meus domingos geralmente são iguais quando estou em casa. Missa na parte da manhã, almoço e TV. Se o dia está ensolarado, um livro é uma boa companhia para ser lido no jardim.

Porém, no domingo 21, surgiu uma viagem bate e volta a Curitiba. No roteiro, alguns passeios legais.

A noite foi mal dormida, o celular despertou uma hora antes, achei que tivesse feito algo errado na hora de colocar o alarme para despertar.

Ao chegar à rodoviária ouvi comentários sobre uma pane nos celulares. Cheguei a pensar que tinha perdido o ônibus.

No entanto, uns dez minutos depois do combinado, o ônibus chegou. Sentei-me ao lado de minha amiga e entre conversas e cochilos, fizemos uma ótima viagem.

Uma parada para o café e logo depois o motorista nos deixou para o primeiro passeio, uma feirinha. Uma das guias da excursão nos deu uma hora. Pouco tempo para ver tanta coisa bonita. Ainda bem que não sou consumista. Apenas admirei os belos trabalhos no curto espaço de tempo.

Saindo dali fomos ao Jardim Botânico. Teríamos que desfrutar daquela beleza por uma hora.







Confesso, que a princípio, eu esperava mais daquele lugar. Penso que pelas fotos que eu via minha expectativa era grande. Mesmo assim achei o lugar muito inspirador.

A próxima parada foi para o almoço, num restaurante em Santa Felicidade. Comida italiana. Após o almoço visitamos uma vinícola e uma loja de chocolates.















Ainda havia mais um parque no roteiro, o parque Tanguá. Pena, que sobrou apenas meia hora para ficarmos lá. Eu e minha amiga achamos o parque lindo.













Às 17 horas já estávamos no teatro Lala para assistirmos uma peça infantil. Na nossa turma havia apenas três crianças, mas no momento em que a peça começou, a criança dentro de nós despertou. Gostamos muito da apresentação dos Saltimbancos. O espetáculo foi ótimo.



Na volta para casa, uma parada no mesmo restaurante que paramos de manhã.

E entre conversas e cochilos, todos cansados, mas felizes, voltamos já pensando na próxima viagem.

Toda viagem é um pouco cansativa, porém, nossa memória volta com novas bagagens!

Obrigada pela visita,

Cidália.


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Uma data especial



Enquanto os colegas de profissão estão trocando homenagens nas redes sociais, ela está alheia a tudo, reclusa em sua moradia. Será que ela lembra que é o dia do professor, uma data especial para os educadores?

Ela já recebeu muitos abraços de seus alunos. Recebeu flores, participou de muitas homenagens. Fez amigos entre os colegas de trabalho. Sempre foi uma pessoa brincalhona na sala dos professores e uma profissional competente na sala de aula.

Atualmente sua vida virou às avessas. Sente saudades dos velhos tempos. Saudades do calor humano, das amizades que conquistara e se perdera com o passar do tempo.

Deitada sob o cobertor, na tarde chuvosa e fria, ela ouve seu nome. Deve ter cochilado e sonhado.

Quem iria aparecer ali naquele dia chuvoso para vê-la? A voz é insistente. Então, ela se dá conta de que tem alguém na área da frente. Ela não estava sonhando. Levanta-se meio zonza por ficar tempo demais na cama e abre a porta.

O sorriso que ela abre quando vê as três amigas é contagiante. Sente-se amada.

- Hoje é o dia do professor e vocês vieram me ver, que bom! 

- Não podíamos deixar de passar este dia com você, disse uma delas.

- A chuva não nos impediu de estarmos aqui, disse outra. 

- Um viva para nós, professoras aposentadas, completou a terceira amiga.

As quatro se abraçaram, riram e jogaram muita conversa fora. Em dado momento ela mostrou um livro e disse que estava pensando em voltar a estudar. As três se entreolharam e a incentivaram. 

- Nunca é tarde para estudar, já vi uma reportagem de uma senhora com mais de 80 anos  que se formou advogada, pois era o sonho dela, comentou uma delas. 

Os assuntos foram surgindo, inclusive algumas piadinhas. Ela precisava ficar a par das novidades e ao mesmo tempo rir um pouco.

Na hora do lanche tiraram fotos e riram mais um pouco. Aqueles momentos descontraídos eram ótimos. 

Ela perguntou à amiga que estava sentada ao seu lado se ela esquecia as coisas. A amiga respondeu que sim, que conhecia muitas pessoas, mas não lembrava o nome delas, por exemplo. Ela falou que, às vezes, mentia que esquecia das coisas para a família.

As horas passaram sem que elas percebessem. Quando se deram conta já era noite. Era hora de irem embora. Era a hora dela ficar sozinha novamente. Porém, aquela tarde lhes trouxe uma alegria imensa.



"O Tempo passa,
A vida acontece,
A distância separa,
As crianças crescem,
Os empregos vão e vêm,
O amor fica mais frouxo,
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração se rompe,
Os pais morrem,
Os colegas esquecem os favores,
As carreiras terminam,
Os filhos seguem a sua vida como você tão bem ensinou.
Mas... Os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês.
Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, e abençoando sua vida!
E quando a velhice chega, não existe papo mais gostoso do que o dos velhos amigos... As histórias e recordações dos tempos vividos juntos, das viagens, das férias, das noitadas, das paqueras... 
Ah! Tempo bom que não volta mais... 
Não volta, mas pode ser lembrado numa boa conversa debaixo da sombra de uma árvore, deitado na rede de uma varanda confortável ou à mesa de um restaurante, regada a  bom vinho, não com um desconhecido, mas com os velhos amigos. 
Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante, nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros."

(Rolando Boldrin)

É uma alegria receber a sua visita neste blog!!
Sinta-se à vontade para deixar um comentário, obrigada!

Cidália


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Coisa de criança?


Aos dez anos de idade, cursando o quinto ano do ensino fundamental, Carlinhos é um menino retraído. Não tem amigos do sexo masculino. Na hora do intervalo prefere a companhia de algumas meninas.

Carlinhos é um ótimo aluno. Acompanha com facilidade todas as disciplinas. Seu boletim é um exemplo para alguns meninos que vão à escola e só querem saber de bagunçar.

Desde o primeiro ano ele começa a sofrer bullying por parte de uma colega. Entre os dois há uma aversão. Ele não a suporta, mas é obrigado a tolerá-la. Ela não perde a oportunidade de humilhá-lo. Ao passar por ele, ela sussurra: “bichinha”.

Quando era mais novo ele não tinha ideia do significado da palavra. Chegava em casa e chorava ao contar para os pais. Dizia apenas que a colega tinha mexido com ele chamando-o de bichinho.

Os pais achavam que a menina o chamava de bichinho porque ele era muito quieto, acanhado. Não davam muita bola.

- Uma hora ela vai cansar de mexer com você, ignore-a.

No segundo ano os dois continuaram na mesma turma. Pobre Carlinhos. A danada da menina passava perto dele e não perdia a chance de provocá-lo. Ele não tinha coragem de contar para a professora. Contar para os pais não adiantava. O jeito era suportar tudo aquilo calado.

A turma do terceiro ano era maior. Mas qual não foi a surpresa de Carlinhos quando, no primeiro dia de aula, descobriu que a colega que atazanava sua vida sentaria atrás dele.

- Oi bichinha agora estou bem pertinho de você.

Não adiantava fingir que não a ouvia. Ela escrevia bilhetinhos ofensivos e colocava na sua carteira quando passava por ele.

Com posse de um dos bilhetes Carlinhos mostrou à sua mãe. Porém, sua mãe não deu atenção. Disse apenas:

- Isso é coisa de criança.

Ao iniciarem o quarto ano, Carlinhos ficou feliz da vida quando não a viu no primeiro dia de aula.

Mas no segundo dia, na fila, a menina fez questão de passar por ele:

- Mais um ano juntos, bichinha.

Carlinhos tentou contar para a professora. Agora ele já conhecia o significado da palavra. A professora lhe disse:

- Na hora do recreio vá jogar bola com os meninos. Pare de ficar brincando com as meninas, assim você não ouvirá mais os insultos.

A questão era que ele não gostava de jogar futebol. Ele preferia ficar com as meninas.

Sem poder contar com a compreensão da professora e dos pais, Carlinhos continuou aguentando os desaforos em silêncio.

Ao pisar na sala de aula, no ano seguinte, e dar de cara com a dita cuja que o atormentava por anos, Carlinhos pressentiu que seu ano seria trágico. Além da colega que o atazanava, ele viu que a professora era a mesma do ano anterior.

Como ele não podia se abrir com os pais porque já sabia que eles não iriam perder tempo com uma bobagem, como já haviam falado uma vez, Carlinhos começou a desabafar com uma parente. Pelo menos assim se sentia mais leve. Estava cansado de sofrer calado. Ele precisava entender porque aquela colega de classe não gostava dele.

A parente, que se tornou sua confidente, não sabia como ajudá-lo. A única coisa que ela podia fazer era ouvi-lo ou ler suas mensagens. Ela torcia para que os pais do menino tomassem uma providência. Que dessem atenção a ele. Que fossem conversar com a diretora e a professora. Que os pais da tal menina fossem chamados para uma conversa.

O que não podia acontecer era Carlinhos ter que aguentar o bullying até o final do ensino médio, pois ele não pretendia mudar de escola. A tal colega precisava respeitá-lo. 


As palavras podem  machucar mais que uma bofetada!

Obrigada pela visita,

Cidália.



sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O mentiroso


Antigamente a palavra de uma pessoa tinha um valor imenso. Qualquer um que desse a palavra fazia questão de cumpri-la. Era questão de honra.

Responsabilidade, compromisso, honestidade, eram valores que faziam parte da índole de cada pessoa.

 Ah, mas espera aí!! Desde que a humanidade surgiu existem as pessoas desonestas, sem palavra, prontas para passarem a perna no próximo.

Sim, certamente, mas as pessoas de caráter faziam parte da maioria. Eram confiáveis. Cumpriam seus compromissos.

Hoje em dia essas pessoas continuam firmes com seus valores. Se acontece algum imprevisto que as impossibilitam de cumprir a palavra, justificam-se. Porém, parece que o número de pessoas desonestas aumentou. 

Ouvi uma conversa, sem querer, no ônibus, de uma pessoa que bateu na porta do vizinho para pedir um dinheiro emprestado.

- O cara prometeu que no final de semana, sem falta, devolveria o dinheiro.

- E você acreditou nele? Não dá mais para acreditar em qualquer um.

- A pessoa não era um desconhecido, eu o conheço há muito tempo, por isso acreditei nele.

- Quanto tempo se passou? Pode ter acontecido alguma coisa que o impediu de cumprir a palavra.

- Vai completar um mês no final de semana. Ele desfez a amizade no Facebook e me bloqueou no Messenger, depois que perguntei se o negócio que ele tinha para resolver dera certo. Se tivesse acontecido alguma coisa ele poderia ter se justificado pelo atraso do pagamento.

- Poxa, que cara de pau! Provavelmente de agora em diante ele vai desviar o caminho para não correr o risco de te encontrar na rua.

- Ainda bem que foi um valor pequeno que emprestei a ele. O cara se sujou por muito pouco.

- Quem sabe ele não fez a mesma coisa com outras pessoas? Pode ter levantando uma boa grana e dado no pé.

A viagem chegou ao fim e tive que descer do ônibus. A conversa que ouvi, porque os dois passageiros sentados atrás de mim falavam muito alto, me inspirou a escrever este texto.

Bom, nem mesmo promissórias assinadas são pagas, quanto mais um empréstimo sem comprovante algum. Há casos e casos. Têm pessoas que estão acostumadas a dar o calote e pessoas que, por algum motivo, se apertam e não podem pagar em dia suas contas.

As pessoas honestas justificam e negociam suas dívidas. Fazem de tudo para andarem com a cabeça erguida e dormirem tranquilos, pois com a crise, fica complicado arcar com as responsabilidades em dia!

Obrigada pela visita!

Abraços,

Cidália.





sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A cidade das flores





Eu estava no banheiro, na estação em Curitiba, para fazer o passeio de trem quando fiquei sabendo da viagem para Holambra que fica na zona norte de São Paulo.

Desde que passou a novela Sangue Bom, no horário das 19 horas, que mostrava cenas gravadas na cidade eu fiquei encantada e com muita vontade de visitar o campo de flores.

Como meu marido é apaixonado pelas flores, não que eu não seja, admiro-as e muito, mas é ele quem cuida do jardim, resolvi presenteá-lo com o passeio.

Ao saber que reservei as passagens ele começou a anotar os nomes de plantas que pretendia comprar. Contava nos dedos o tempo que faltava para a viagem.

Enfim o dia tão esperado chegou. O ônibus estava lotado. Entre os passageiros estava a amiga que fiz na viagem para Morretes.

A viagem foi tranquila, mas muito cansativa. Levou mais de oito horas com algumas paradas. Mesmo tomando a metade do dramin, não consegui dormir.

Numa das paradas ouvi uma senhora, que conhecia a cidade, dizer que assim que chegássemos esqueceríamos o cansaço.

Quando avistamos o local e adentramos no recinto da expoflora, realmente ficamos encantados.

Flores de todas as cores. Flores para todos os gostos. Flores deslumbrantes. Eu pensando nas fotos e meu marido querendo encontrar o local de vendas.

Visitamos vários locais, todos muito floridos. Ainda bem que estávamos com calçados confortáveis.

O dia estava maravilhosamente lindo. Eu havia dado uma olhada na previsão do tempo e marcava chuva. Graças a Deus a previsão havia mudado na última semana. Se choveu foi no sábado. O domingo estava ensolarado, perfeito.

Entramos no shopping das flores para a compra de mudas, sementes e bulbos. Enquanto eu e meu marido fomos à seção das dálias, minha amiga ficou na seção de suculentas. Ao nos darmos conta a perdemos de vista.

Fiquei parada num canto enquanto meu marido a procurava. Tentei me comunicar com ela, mas o celular ficou sem sinal. Só a reencontramos no local combinado para aguardarmos o ônibus na hora da saída. Ela também tentou nos encontrar. 

Paramos num mercadão com preços mais acessíveis e compramos mais algumas plantas. Aproveitamos para tomar um café.

Pena que o passeio que eu mais ansiava acabamos não fazendo! Voltei para casa insatisfeita por não ter feito o passeio completo. O campo de flores ficou para o próximo ano!! Espero que gostem das fotos. 


Obrigada pela visita! 

Cidália.