quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O tempo


Um pouco antes do almoço, numa manhã ensolarada, ela está na área da frente para apreciar o movimento da rua.

Seus cabelos molhados deixam marcas na fina e curta camisola de algodão. Foi a roupa mais fresca que encontrou no guarda roupa.

Há mais de três anos não compra uma única peça de roupa. Veste o que ganha dos filhos.
A última vez que saiu sozinha e comprou umas almofadas, ela nem se lembra quando foi.
Ali, em pé, encostada na parede, ela fica refletindo sobre a sua vida.  

Seus dias são sempre iguais.

De segunda a segunda.

Aliás, ela nem sabe mais em que dia, mês e ano está.

Ela não tem sequer um calendário.

Sua vida já foi tão movimentada e agitada como a de todas as mulheres que trabalham fora e cuidam dos filhos e da casa.

Nessa época, a melhor época da sua vida, ela era feliz e não sabia.

Às vezes reclamava da correria e da falta de tempo.

Mas e agora que ela tem tempo de sobra, de que lhe adianta? Tornou-se refém da solidão.
Os dias são longos. Ah, se os dias fossem assim quando ela precisava de tempo para realizar suas atividades diárias. Quanta coisa poderia ter feito. Ela poderia ter aproveitado muito melhor o tempo.

As viagens que poderia fazer ficaram distantes de tal maneira que nem em sonho ela viajava mais.

As amigas que nunca visitou por onde andavam? Provavelmente nem se lembravam mais dela. Eram apenas colegas de trabalho. Amigo verdadeiro se preocupa, procura saber como a outra pessoa está.

Ela não pode reclamar, pois tem amigas verdadeiras. Amigas que ela conta nos dedos de uma mão. Amigas que se importam, mas que não podem fazer nada para que sua vida volte a ser como nos velhos tempos.

De vez em quando ela pensa nessas “amigas”. O que elas estão fazendo?

Outras vezes ela se recolhe na sua concha e não pensa em nada.

Passa o dia em frente à TV sem se concentrar na programação. Só sabe as horas quando as refeições chegam a sua mão. 

Se ela voltasse no tempo agiria de maneira diferente. Continuaria dona de si, dona da sua vida, dona das suas vontades.

O tempo pode ser seu aliado ou implacável. Ah, se ela pudesse voltar no tempo! 

E você, o que faz com seu tempo disponível? Aproveita-o da melhor maneira possível?


Grata pela sua visita,

Cidália.



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Aborrecência


Adolescentes, chamados por muitos de aborrecentes, só querem curtir a vida sem pensar nas consequências.

PS: Não estou generalizando, conheço muitos jovens bem educados e responsáveis.

Acordei uma manhã ouvindo um bate boca entre uma vizinha e seu filho adolescente. Não entendi o que estava acontecendo, porém pela alteração das vozes, deduzi.

Sei que não é da minha conta o que acontece na casa ao lado. Então, por que estou falando sobre isso neste texto?

Talvez para fazer uma comparação com os adolescentes de antigamente e os de hoje em dia.

Comecei a trabalhar aos 13 anos com meu pai num pequeno comércio que vendia de tudo, material escolar, doces e bebidas. Eu o ajudava muito no período em que não estava estudando.

Tive algumas paqueras. Naquele tempo era comum os pais serem os últimos a saber sobre os namoricos dos filhos.

Uma vez pedi par ir à festa do sorvete na escola e acabei indo ao clube me encontrar com um rapaz que eu estava paquerando. Minha sobrinha mais velha, que era um ano e oito meses mais nova que eu, era a minha cúmplice.

Um parente que me viu beijando o tal rapaz (era uma aula de beijo, rsrsrs), contou ao meu pai. Quando cheguei em casa fui recebida com violência. Foi a única surra que levei do meu pai, ele já tinha me dado um tapa no bumbum quando subi numa árvore na infância, mas aos quinze anos apanhei para valer.

Depois desse acontecimento namorei um garoto da minha rua para fazer o gosto da minha mãe. Um belo dia terminei com ele, cansada de fazer os gostos dela.

Aos dezesseis anos comecei a namorar com a aprovação do meu pai, isso após ele correr atrás de mim para me bater quando soube que eu estava voltando acompanhada da escola. Dessa vez ele não conseguiu, escapei dele. Três dias depois dele ficar sem falar comigo, meu namorado foi pedir a minha mão.

Esse namorado se tornou meu marido quase quatro anos após essa data.

Hoje a maioria dos adolescentes não tem horário para chegar em casa. Os pais perderam a voz. São poucos os que ainda ouvem seus progenitores. Em algumas famílias são os filhos que falam mais alto.

Quantas vezes ouvi, nas reuniões de pais e mestres, algumas mães dizerem que não sabiam o que fazer com os filhos, crianças de apenas 8 ou 9 anos. Eu pensava: meu Deus, como será então na adolescência!

Sou totalmente contra a violência, meu filho nunca levou um tapa sequer de mim. Do pai ele levou duas palmadas, ao meu ver, desnecessárias.

Educar um filho não é tarefa fácil, mas os papéis não podem ser invertidos.

Com a evolução do tempo muitas coisas mudaram e infelizmente alguns valores ficaram adormecidos.

Tenho pena dos professores que têm que aguentar a rebeldia de alguns alunos. Alunos que não têm limite, que são desobedientes e mal-educados. Alunos que se tornam jovens infratores como alguns menores que estão constantemente nos noticiários.

É comum ouvirmos que um menor de idade assaltou ou até mesmo matou uma pessoa. Isso é muito triste.

As crianças e os adolescentes têm seus direitos, porém devem ter, também, deveres a cumprir. 

Obrigada pela visita,

Cidália.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Noite aterrorizante



Aquele dia foi um dia corrido, porém, muito bom. No roteiro, vários passeios em Curitiba, PR. Após a parada para o café, uma feirinha para quem estava a fim de comprar alguns presentes ou simplesmente admirar os trabalhos dos artistas locais.

A turma, animada, andou muito em pouco tempo. A próxima parada foi um parque muito conhecido. Ali a turma teve uma hora para as fotos.

Saindo dali a turma foi para o restaurante. O almoço foi muito bom. Em seguida, todos tiveram um bom tempo para mais fotos e comprar chocolates, vinho e queijo se quisessem.
Depois foi a vez de conhecer um outro parque e tirar mais fotos.

Para finalizar o passeio, uma peça de teatro, enquanto a pipoca era saboreada.

No retorno para casa, uma parada para o lanche.

Mas, depois de algum tempo que tínhamos saído do restaurante, algo inesperado aconteceu.

De repente o ônibus parou bruscamente, por volta das 20 h, em meio a um tiroteio. Alguém gritou para deitarmos no chão. Parecia que estávamos numa cena daquelas que a gente vê nas reportagens policiais.

- Deitem-se no chão, disse alguém, enquanto os tiros eram ouvidos.


Alguns passageiros dormiam e outros conversavam. O desespero foi geral. Aqueles que dormiam acharam que estavam tendo um pesadelo. Pessoas gritavam e choravam a cada tiro. Eu e minha amiga nos abaixamos no chão com a cabeça sobre as poltronas. 

- Quem tem sinal para ligar para a polícia, outra pessoa perguntou.

Uma das guias conseguiu, enfim, ligar para a polícia que, depois de algumas perguntas, pediu que a ligação fosse transferida para a polícia federal.

Nunca rezei tanto na minha vida como naquele momento. Não gritei, não chorei. Pedi à minha amiga para que fizesse as orações comigo. Essa minha amiga já havia sido assaltada dentro do ônibus em que estava indo para o Brás. 

Outras mulheres também começaram a rezar. 

Alguém pensou no motorista.

Lá fora os tiros continuavam. Dentro do ônibus, mais gritos, choros e orações.

As guias ficaram preocupadas com o motorista sozinho lá na frente. Depois de um tempo conseguiram fazer com que as pessoas parassem de gritar a cada tiro. Pediram para que todos fizessem suas orações em silêncio.

Dentro do ônibus tudo escuro. O motorista deitou-se, também, no chão. Mais tiros e tiros. Os passageiros tentaram esconder alguns pertences mais importantes.

Ficamos ali abaixados por um bom tempo até que os tiros cessaram.

Dali a pouco um policial mandou que o motorista seguisse viagem, o alvo não era o nosso ônibus. Os alvos dos bandidos eram dois ônibus que estavam seguindo para fazer compra no Brás, em São Paulo. 

Os tiros foram trocados com a escolta deixando um dos seguranças ferido.

Nós só demos o azar de estarmos ali naquela hora.

Graças a Deus que nada aconteceu conosco. O susto foi grande, porém a fé foi maior.

Os passageiros levantaram-se do chão agradecendo a Deus o livramento. Ocuparam seus lugares, enquanto o motorista seguia seu percurso.

- Estamos vivos mamãe, comentou uma das crianças presentes, que estava a minha frente.
  
 Ao descer na rodoviária, onde meu marido me esperava, minhas pernas estavam bambas. Ele fez um chá calmante para eu dormir.

No dia seguinte uma das guias me mandou o link da notícia que havia saído num jornal do Paraná. 

Na notícia eram citados 3 ônibus. 

Se a polícia não chegasse a tempo, será que os bandidos abordariam o nosso ônibus?

Graças a Deus que tudo terminou bem para nós. Nos ônibus em que eles entraram além de roubar ainda agrediram os passageiros. Infelizmente, fugiram!

Grata pela visita,

Cidália.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Snoopy


Logo que ele nasceu foi o escolhido entre os irmãos pela minha sobrinha, a dona da sua mãe, para ser nosso.

A data de nascimento registrada na caderneta de vacinação é 26/04/03.

Ele veio para casa com quinze dias, com o rabinho cortado (naquela época era comum).
Uma caixinha foi arrumada para ser sua caminha, com um pano que tinha o cheiro da mãe (alguém nos orientou para que fizéssemos isso) e um ursinho.


Seu nome foi sugestão de uma namorada do meu filho.

Desde então ele foi ganhando peso e tamanho.

Uma mistura de chihuahua, basset e pinscher, ele sempre foi muito bravinho. Banho só eu (cantando para ele) ou no pet shop. Uma vez meu marido foi dar um banho nele e ganhou uma mordida.

- Ele é o melhor amigo dele mesmo – eu disse – rsrsrs.

Comeu a mesma ração sempre, só mudou para de acordo com a idade, para sênior. Além da ração, criou o hábito de pedir a nossa comida, no café, almoço e janta. Entre as frutas, coco, melancia e mamão.

Não devíamos dar pão, porém, ele foi mal-acostumado.

Pão de minuto, era só ele sentir o cheiro que ia pedir na frente do fogão. Cheguei a fazer um vídeo.

Bolacha só com margarina ou requeijão.

Seu brinquedo, um osso de plástico, era seu maior divertimento. Nós cansávamos de jogá-lo e ele não se cansava para ir buscá-lo.


Se chegava alguém aqui em casa ele avançava, cheirava os pés e depois levava o osso para a pessoa jogar para ele.

Duas parentes morriam de medo dele. Uma delas chegava aqui com um pedaço de pau na mão para se defender. Não batia nele, era só para afastá-lo. A outra não fazia isso, mas era preciso o segurarmos no colo.

Um cachorro pequeno, muito ativo. 



Não teve nenhuma namorada. Apenas uma amizade colorida com uma gata. Estavam sempre juntos, se roçando um no outro. (Pena que não achei nenhuma foto dos dois juntos).

Até outro dia me acompanhou até a garagem, mas por estar enxergando pouco, caiu da escada. Graças a Deus não se machucou, apesar de ter rolado escada abaixo como uma bola. A partir desse dia os cuidados foram redobrados.

Atualmente, sua visão está turva. Dorme a maior parte do tempo. O levamos para tomar sol no quintal. Sozinho, ele tem dificuldade para subir o degrau que tem na área.


Já chegou a ficar rouco de tanto latir algumas vezes em que ficou sem nós por quatro dias.

Têm dias em que ele enjoa da ração. Outros em que volta a comê-la. Às vezes, ainda late na hora da refeição para pedir a nossa comida.

A veterinária falou que ele é um guerreiro. No final do ano passado fez exame de sangue. Teve que fazer um tratamento por causa do tártaro.

Quase não ouve mais. Agora, quando chega alguém aqui em casa, depois de muito tempo que ele aparece.

Esperamos que ele viva muitos anos ainda.

Quanto ao osso de plástico está guardado. Ele não se lembra mais dele, ou não o enxerga. Passou sobre ele e o ignorou.

O osso de plástico está bem velhinho e jaz dentro de uma caixa. Um dia, bem longínquo, será uma bela recordação. (Esperamos!)


Obrigada pela visita,

Cidália.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Cara lavada


A foto de uma artista sem maquiagem e com a raiz do cabelo sem retoque, gerou muitos comentários maldosos, agressivos numa rede social. A maior polêmica.

Pensei em escrever sobre o ocorrido para tentar entender o que passa na cabeça de determinadas pessoas jovens.

Em hipótese alguma quero generalizar. Há jovens conscientes, respeitosos, educados.
Porém, este texto se refere àqueles jovens que pensam que ficarão jovens eternamente.

Ficarão rejuvenescidas as pessoas que passarem por tratamentos especiais, cirurgias plásticas e outras novidades que existem por aí relacionadas à estética.

Como diz meu marido, de que adianta esticar o rosto se não tem como mudar por dentro?
Uma parente comentou que tem partes do corpo que não tem como fazer uma plástica.
Não sou contra a plástica, mas, mesmo se eu tivesse dinheiro penso que não teria coragem de me submeter a uma cirurgia desnecessária.

Cada pessoa é livre para fazer o que quiser com seu corpo se a vaidade falar mais alto.
Àqueles que passarão pelo processo de envelhecimento das células, mesmo tomando alguns cuidados com a pele e com o corpo, enfrentarão rugas no futuro.

Só não passará por esse processo aquele que morrer antes.

A maquiagem ameniza os sinais do tempo e se bem-feita transforma uma mulher. Mas há lugares onde não tem como a mulher entrar maquiada. Dependendo do lugar a mulher tem que aparecer de cara limpa.

Alguns comentários defendendo a artista:

Só não envelhece quem morre jovem.

A beleza está nos olhos de quem sabe ver além da aparência física.

O pior é quem está falando mal e nem a maquiagem dá jeito.

O povo acha que só porque a pessoa tem dinheiro ela é imortal e tem uma fonte de juventude.

Se o artista aparece de forma natural o povo critica, se faz plástica o povo critica também.

Realmente tem pessoas que sempre vão criticar não só o artista, mas qualquer pessoa, por qualquer motivo, nem que seja uma banalidade.

Há quem prefira envelhecer naturalmente e outros que não aceitam a velhice. n
A velhice não deve ser motivo de piada, deve ser respeitada.

 Depoimento da atriz Laura Cardoso: 

Tinha uma colega que dizia que minha autoestima era grande, porque eu sempre confiei na minha cara do jeito que estava (risos). Não tenho problema algum com minhas rugas. Meu rosto reflete a minha vida, a minha alma, o que amei, o que sofri... Eu me gosto assim. 
As pessoas tratam o idoso como se ele fosse um robozinho. É um tal de “senta aí”, “come isso”, “faz aquilo”... Nunca fui vítima de grosserias, as pessoas se dirigem a mim com carinho e respeito. Mas não tem essa de “melhor idade”, não! De melhor, a essa altura do campeonato, só a experiência adquirida. Eu amo a juventude, a mocidade! Hoje, não tenho mais a força muscular e a pele bonita de anos atrás. É muito diferente! Acho que é o jeito com que você leva a vida que faz a idade ser melhor ou pior, seja na velhice ou na mocidade.


Sua opinião é muito importante para mim, obrigada!

Cidália.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Amor sem medida




Uma conversa numa manhã qualquer. Um desabafo com as colegas. A frase ouvida serviu de inspiração para este texto. "A melhor coisa que você faz é cuidar da sua mãe". Certamente sua filha cuidará de você na sua velhice, pois ela estará seguindo seu exemplo.

Quantas e quantas noites uma mãe cuidou dos filhos sem reclamar. Com toda a paciência do mundo, ela se entregou de corpo e alma ao recém nascido. Desde então, acompanhou todos os passos do pequeno até que ele tornou-se independente.

No entanto, quando essa mãe está envelhecida, impossibilitada de se cuidar sozinha pelo peso da idade, alguns filhos não encontram tempo para cuidar dela. Mesmo aquele que tem tempo não tem paciência na maioria das vezes.

Sabemos que tem idoso que possui um temperamento difícil, que dá trabalho. E tem o idoso que só quer um pouco de atenção. 

Alguns idosos sentem-se abandonados. Suas histórias repetitivas já não atraem nenhum ouvinte. 
Uma criança precisa de atividades para se manter ocupada. Uma pessoa com a idade avançada também precisa de atividades para se distrair. Essa pessoa, muitas vezes só quer falar. Se ela passa o dia sem fazer nada, sem sair de casa, provavelmente não tem assunto para conversar, por isso fala do passado.

Uma frase marcante diz que uma mãe é para cem filhos, mas cem filhos não são para uma mãe. Todo filho deve lembrar da seguinte frase: aquele que cuida com amor será retribuído.

Idosos não são descartáveis. Idosos precisam de atenção e carinho. Muitos precisam de estímulos para praticar uma atividade física. A qualidade de vida é importante para que as pessoas vivam bem, com disposição e saúde. 

É necessário que a pessoa queira fazer algo para melhorar sua qualidade de vida. Nada pode ser forçado. Estimular é uma coisa, forçar é outra bem diferente. Se a pessoa faz algo por vontade própria o resultado será mais eficiente. 

Ninguém pode esquecer que a velhice faz parte do processo natural e é uma bênção alcançá-la com saúde. E aqueles que a alcançam com a saúde fragilizada precisam de cuidados, de amor e carinho.

Uma senhora de 87 anos ainda tem forças para sair sozinha de casa, descer e subir a escadaria. Como dorme até tarde, toma o café e sai pela vizinhança na hora do almoço. Para na casa de algumas conhecidas e se queixa da filha, diz que o almoço vai demorar para sair, quando na verdade o almoço estava quase pronto na hora em que saiu. Ela não almoçou porque tinha acabado de tomar café. Seu passatempo é reclamar da filha e dos netos, diz que a deixam sozinha. Haja paciência! Mas, é necessário que a filha e os netos sejam pacientes.

Esse é apenas um caso entre muitos que ouvimos por aí. 

Um abraço em agradecimento pela sua visita!

Cidália.















sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Seu nome é esperança


Não há nada tão bom quanto poder observar as árvores dançando ao ritmo do vento. Pra lá e pra cá, pra cá e pra lá.

Sentada na rede, ela se encanta com a beleza das flores de todas as cores.


No jardim a sua frente, as cores se misturam.

Passarinhos bicam a grama em busca de algo que lhes apeteçam.

Outros voam pousando nos galhos das árvores frutíferas.

O verão se aproxima, mas o dia está bem fresquinho.

A gata dorme sobre o banco aproveitando o solzinho, enquanto o cachorro caminha entre as plantas.

Ela sente a paz do lugar. O único som naquele recanto é o canto dos pássaros.

Uma tranquilidade indescritível invade a sua alma.

O ano está findando e o ano que se aproxima lhe trará esperança.

Na sua calmaria ela só deseja saúde plena e agradece por tudo o que tem, principalmente pela família.

Que a cada despertar ela possa admirar a beleza das flores, sentir a brisa em seu rosto, ouvir o canto dos pássaros no silêncio da tarde, receber o abraço carinhoso do filho e da neta a cada encontro. 


PS: Este texto foi escrito dias antes do calor infernal começar. As flores não estão suportando o sol intenso. Os pássaros estão sumidos, apenas um e outro sobrevoam o quintal.

Se esta é uma amostra do quem vem por aí, o verão promete!


Obrigada pela visita,

Cidália.